domingo, 23 de janeiro de 2011

O Rei está Voltando!


O ano de 2011 começou com uma noticia no mínimo curiosa, no meio evangélico. Uma “apóstola”  de identidade ministerial suspeita,  afirma que Jesus voltará entre 2017 e 2018 após os Iluminates e a ONU se unirem pelo anti-cristo

 

Parece que a “apostola” deixou-se influenciar por uma serie de DVD’s que trazem mensagens subliminares sobre os ILUMINATIS e os Bilderbergs, como sendo estes os agentes de Satanás na preparação do palco mundial para o governo do anticristo. Para quem quer pesquisar sobre o assunto o nome da série é: PREPARE-SE.

Desde que a noticia se espalhou recebi vários e-mails de alunos e amigos me pedindo uma opinião sobre o assunto.

Com todos os acontecimentos históricos, como a criação do Estado de Israel em 1948, acontecimentos geográficos como o aquecimento global, catástrofes naturais, terremotos em grandes escalas, etc; e acontecimentos políticos; guerras e rumores de guerras, fomes, epidemias, etc; está claro que Jesus está voltando, pois todos estes sinais preditos por Ele mesmo estão se cumprindo em nossos dias. Quanto ao dia e a hora de sua volta ninguém sabe.

A maior autoridade em profecias do mundo é a Bíblia Sagrada e nela está escrito em Mateus 24.36: Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai. Afirmar categoricamente dia e hora para este evento profético invalida a autoridade das Escrituras e quem o faz incorre em perigo de sectarismo. Sabe-se de vários grupos religiosos que marcaram datas para a volta de Cristo (Mórmons para o ano de 1819, adventistas para 1843, 1844, e Testemunhas de Jeová para 1914, 1918, 1925 e 1975). Todos eles falharam e tantos quantos insistam em marcarem datas falharão.

A recomendação bíblica é: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt 24.42). É fato que a humanidade nunca esteve tão próxima de um clímax total como agora. É tempo de orar e vigiar pois a qualquer momento Jesus voltará e neste dia todo olho o verá e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor.         

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tragédia no Rio e a tragédia da “Teologia da Prosperidade” afinal, de quem é a culpa?




O número de mortos em decorrência das fortes chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio chegou a 511 na ultima sexta-feira. De acordo com informações da Defesa Civil, 228 óbitos foram registrados em Teresópolis, 225 em Nova Friburgo, 39 em Petrópolis e outros 19 no município de Sumidouro. Hoje o numero de vitimas superava os 600 em todo o estado.
(FONTE: Jornal O Dia, 14/01/2011)

Em primeiro lugar, repudio completamente a afirmação de que a culpa por esta tragédia pertence ao clima, ou às mudanças climáticas. Sabemos que o fenômeno tem o seu papel, no alto volume de chuvas. Ainda que é preciso comentar que já há algum tempo, a cada verão, o episódio se repete. Alto volume de chuvas, e muitas mortes. Haja vista a tragédia no Morro do Bumba, em Niterói/RJ e muitas outras.

Se há algum culpado aqui - e de fato há - não é o clima ou o meio ambiente. É o homem, o político inepto, que faz vista grossa para a ocupação irregular das encostas dos morros, que permite que milhares de pessoas se abriguem em barracos quando há dezenas de anos atrás poderia ter construído moradias para estas pobres pessoas. Agora, por favor, sr. político - seja vereador, seja deputado, seja governador, seja qualquer coisa - não apareça com a cara mais deslavada na TV e culpe ou ao clima ou às pessoas que estão sofrendo. Você mora em áreas nobres por que pode, por causa dos altíssimos salários (e outros "ganhos" que todo brasileiro sabe a fonte); eles sobrevivem em pseudo-moradias, porque ganham uma miséria de salário e "bolsas-esmolas" e ainda por cima tem que sustentar as mordomias e caprichos de vocês, políticos - cariocas e federais.

 Agora que a tragédia aconteceu - a crônica da tragédia anunciada - vocês, políticos, façam como sempre fazem: usem de demagogia. Prometam vultosas liberações de recursos para a reconstrução das cidades destruídas por sua ineficiência, inefetividade e ineficácia enquanto governo. Prometam "mundos e fundos"; afinal, isso contará como votos nas próximas eleições, não é mesmo? Apareçam na TV fazendo "carão" de consternação, de "sensibilidade com o sofrimento alheio". Sugiro a vocês que quando aparecerem na TV levem um lenço, para limpar as lágrimas da falsidade, da hipocrisia, do descaso que rolarão por suas lindas e perfeitas faces. Ah sim, não se esqueçam de colocar um outdoor nas cidades afetadas: "Aqui, mais uma obra do governo. Brasil, um país de todos".

Agora, porém, deixe-me tratar, como Pastor Evangélico e Ministro da Palavra de Deus, com outra gente, gente muito popular, gente cheia de soluções mirabolantes, que fariam Burt Ward exclamar: "Santa Solução, Batman!" Sim, isso mesmo: são os pregadore$ da teologia da bufunfa, da teologia da prosperidade; "ungidos poderosos do sinhô" que conforme a crendice popular "determinam e tudo acontece"; valentes que "põem o inferno em retirada" e, como Samuel, "nenhuma palavra deles cai por terra" (só por água à baixo, desculpe-me os leitores o trocadilho). Cadê vocês, óh sacrossantos mestres da bufunfa, que sendo dotados de todo o conhecimento (sim, porque assim vocês se comportam diante das pessoas) não "oraram para o céu fechar" como fez Elias? Afinal, isso deve ser bem simples para vocês, não é verdade? Não são vocês "íntimos" do Senhor, como vocês mesmo dizem?

Eu sou só um simples pastor, um "idiota que não prega a teologia da prosperidade e que deveria abdicar do pastorado", mas e vocês, "apóstolos & ungidos", "ultima bolacha do pacote": vocês não são sábios, eruditos, espirituais e ungidos? Eu dependo de Deus, sou apenas um mero servo; mas com vocês não é diferente? Vocês não dizem que Deus está amarrado ao que Ele falou? Não são tão poderosos ao ponto de um suor de vocês curar pessoas? E onde está a prosperidade que vocês prometem? Ah sim, vai ver que naquelas cidades não havia nenhuma só pessoa que fosse "justa" aos padrões econômico-espirituais de vocês... Sim, porque segundo a Bíblia, "antigo livro utilizado por cristãos sem revelação", diz que Abraão orou ao Senhor e perguntou-lhe se Ele detruiria toda uma cidade se nela fossem encontradas pessoas justas. Será que não haviam 10 almas? Ou pelo menos uma, pelos menos um único Ló?

Outra coisa: vocês estão vendo o que aconteceu naquelas cidades, não estão? Então, façam um favor ao Reino de Deus, pelo menos um: peguem parte - PARTE - da fortuna que vocês estão ajuntando na terra e ajudem àquelas pessoas. Vocês tem muito, o deus Mamom tem abastecido vocês. Pelo menos uma única vez na vida, leiam todo o texto de Malaquias 3 que vocês tanto gostam de citar para arrecadar dinheiro das pessoas e apliquem-no a vocês mesmos: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, PARA QUE HAJA MANTIMENTO NA MINHA CASA". Façam com que a Casa de Deus - e Malaquias não cita placa denominacional, nem debate se é pentecostal ou tradicional - tenha mantimento, para dar de comer, para sustentar, para ajudar aqueles que precisam! Apenas por um momento, pelo menos uma única vez na vida de vocês, honrem ao Deus da Bíblia e façam com que Ele seja glorificado entre os homens.

Abram as janelas dos céus, para que a riqueza de vocês seja repartida com aqueles que nada tem, que tudo perderam... depois, vocês conseguem mais, com certeza! Vocês não deixarão de comer caviar por isso, nem de beber o melhor vinho; mas, aquela gente poderá comer um pedaço de pão e beber um copo d´água fria. Vocês não deixarão de ostentarem os melhores ternos, anéis, jóias e relógios; mas eles poderão deitar a cabeça sobre algo mais macio do que o chão de uma quadra de esportes, poderão vestir algo mais quente do que alguns farrapos. Seus palác...ops, quero dizer, "humildes casas" continuarão de pé, sólidas e quentes; já eles terão condições de reconstruir a vida em outra lugar (muito provavelmente noutra área de risco). Determinem a prosperidade sobre aquelas vidas na prática e, sem pedir coisa alguma em troca - porque vocês, apóstolos e mestres da riqueza não precisam disso - abençoem materialmente aquelas vidas.

Por favor, continuem a se auto-atribuírem os títulos pomposos que vocês possuem e esqueçam, eu imploro, esse pobre e humilde título de pastor. Deixem esse título (que na verdade é um ofício) para pessoas "idiotas" como eu, que pensam ainda no Reino de Deus, na Igreja, em ovelhas.
 
Sinceramente, esse ensino de vocês me causa nojo. Tenho ódio de toda a teologia da prosperidade, que só faz aumentar a opulência de uns e a miséria de outros. Vocês, que percorrem o mundo inteiro para fazer um discípulo, e o tornam duas vezes filho do inferno pior que vocês, são objeto de blasfêmia ao Nome e ao Evangelho do Senhor. Jamais ensinarei a apostasia de vocês! Sigam com seu erro, aproveitem bem os seus frutos, porque, ao final de suas vidas, vocês irão gozar do seu terrível destino eterno. Sim, vocês que invocaram tanto o Nome do Senhor, ver-se-ão perdidos no inferno para sempre!
 
Sobre vocês - pastores da bufunfa e políticos ineptos - pesa o mesmo destino retrato por Dante Alighieri, em sua obra "Divina Comédia", quando Virgílio conduz seu discípulo Dante ao quarto círculo do inferno a ver a pena dos pródigos e dos avarentos, que são condenados a rolar com os peitos grandes pesos e trocarem-se injúrias - em seu conteúdo, clérigos:
 
“Os que então de cabelos despojados
Clérigos, papas, cardeais hão sido,
Pela nímia avareza subjugados”.
 
“Vês quanto é de vaidade iludida
A ambição, em que os homens a porfiam,
Da Fortuna anelando os bens na vida.
 
“Todo o ouro, que as entranhas conteriam
Da terra, não pudera dar repouso
A um dos que em fadiga se cruciam”.
 
Vocês que se acham ricos e cheios de graça, como vocês dizem: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; o Senhor Jesus aconselha-te que dele compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Ele, o Senhor, repreende e castiga a todos quantos ama; sê pois zeloso, e arrepende-te. Apoc 3.17-19. 
 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Grande Comissão : Nossa Missão


Nossa resposta à objeção contra o evangelho é o próprio evangelho. Quando partimos para todas as nações para obedecer a Grande Comissão, não estamos transgredindo, visto que estamos agindo sob a autoridade de Cristo, que governa sobre toda a terra. Na verdade, mediante ele, o mundo é nosso — este não pertence aos incrédulos. Cristo autoriza-nos a entrar em qualquer território e atrair toda pessoa à medida que obedecemos a Grande Comissão. Não cabe aos incrédulos reclamar.

Quanto à acusação de que o evangelismo cheira a arrogância intelectual e cultural, nossa resposta deve ser que o intelecto e a cultura cristãos são deveras superiores, quer sejamos humildes ou arrogantes sobre ela ou não. Além do mais, não somos arrogantes o suficiente para desafiar a Jesus Cristo, que nos deu a Grande Comissão. E decerto não somos estúpidos a ponto de lhe dizer: “Somos muito humildes para obedecer a você!”.

[...]

Que Deus infunda e reforce em nós um senso de missão, de dever e de obrigação prazerosa, para entrar em cada canto do mundo e declarar o evangelho com autoridade. Isso acontece à medida que abraçamos esse grande mandato de Cristo e de verdade entendemos que ele nos enviou para declarar a salvação e domínio dele por sua autoridade e sob seu comando.

Citações de Vincent Cheung extraída de sua obra O Ministério da Palavra. Lançamento da Editora Monergismo.

A carta de Paulo aos Éfesios tem "outro" autor?

Eu recebi pelos Correios, no final do ano passado, um livro de autoria de Vincent Cheung, DE PAULO PARA OS ÉFESIOS. Depois de me intereçar mais pelo assunto e divulgar o livro neste blog recebi inumeros comentarios de algumas pessoas me perguntando se realmente foi Paulo quem escreveu a carta aos Éfesios. Ai vai a resposta.
Liberais e heréticos estão sempre blasfemando e criando problemas, e alguns desses retardados sugeriram que não era Paulo o autor dessa carta [de Efésios]. Um de seus argumentos é que o vocabulário empregado nessa carta não se encontra nas outras cartas de Paulo, como se um autor devesse indicar os mesmos pensamentos usando sempre as mesmas palavras em todos os seus escritos.

"Até onde estou ciente, eu nunca usei a palavra “retardados” em meus outros escritos, nem as palavras débeis mentais, cabeças de bagre, imbecis, dementes, ou cretinos. Assim, esses jumentos não podem acusar Diógenes Monteiro de chamá-los de nenhuma dessas coisas, uma vez que esses parágrafos devem ter sido escritos por outra pessoa! Com um pouco mais de sagacidade mas ainda muito mais sofisma, eles indicaram outros argumentos contra a autoria Paulina, mas iremos deixar esses retardados para trás e seguir adiante."

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Pr. Silas Malafaia e a Telogia da Prosperidade "Quem te viu quem te vê!"

Pastor Silas Malafaia afirma que pastores que não pregam a Teologia da Prosperidade são idiotas e que deveriam perder a credencial

 

Em entrevista a Revista Igreja de novembro de 2010 o pastor Silas Malafaia, da Igreja e programa de TV Vitória em Cristo, chamou os pastores que não pregam a teologia de prosperidade de Idiotas que deveriam perder a credencial e voltar a ser membro para aprender as Escrituras.

Confira abaixo:

Revista Igreja: O senhor está sendo duramente criticado pelo setor mais conservador da igreja por causa da teologia da prosperidade pregada por alguns convidados de seu programa, como Morris Cerrullo e Mike Murdock. Como o senhor responde a estas criticas de que a teologia da prosperidade não tem base bíblica e é uma heresia?
 
Silas Malafaia: Primeiro quem fala isto é um idiota! Desculpe a expressão, mas comigo não tem colher de chá! Por que quando é membro eu quebro um galho, mas pastor não: é um idiota. Deveria até mesmo entregar a credencial e voltar a ser membro e aprender. Para começar não sabe nada de teologia, muito menos de prosperidade. Existe uma confusão e um radicalismo, e todo radicalismo não presta.
Em seguida o pastor da Igreja Vitória em Cristo defendeu a Teologia da Prosperidade e a si mesmo: “Finanças é um dos maiores assuntos da Bíblia. Quando chega nesta parte, muitos pastores, as vezes porque eles mesmos não dão dízimo e nem oferta e, portanto não tem autoridade para falar do assunto, querem bater em quem fala”.

O comentário gerou uma intensa polêmica na internet. O Pastor Sênior da Igreja Bíblica Cristã de São Gonçalo – RJ, Alan Capriles, citou a tradução da Bíblia na linguagem de hoje, onde relata que Jesus disse “E quem chamar o seu irmão de idiota estará em perigo de ir para o fogo do inferno”, Mateus 5:22.
O curitibano Clauber Ramos falou sobre a nova polêmica: “Uma coisa engraçada dessa gente da prosperidade é que nenhum deles nos pedem para semear nosso dinheiro em obras de caridade, em ajudar meus vizinhos necessitados, em ajudar ONGs que fazem um bom trabalho comunitário, etc. A “benção” só é válida se eu semear no campo deles, coisa estranha isso” e completou: “Deus não olha minha oferta (seja em dinheiro ou não), Ele olha o meu coração, isto é muito claro na Bíblia. Ele vai olhar a minha generosidade, o meu amor pelo próximo, o quanto eu me compadeço com o sofrimento do outro… Ai sim creio que Deus tenha prazer em retribuir, mesmo que eu não mereça esta retribuição”.

O blogueiro e pastor Danilo Fernandes publicou em seu blog sua opinião sobre a afirmação de Silas Malafaia: “Eu só tenho uma pergunta a fazer a este deus da prosperidade: O que Malafaia, Cerrullo e Murdock têm que Jeremias, Jonas e João Batista não tinham para, em sendo igualmente profetas, tendo dado tudo de si, terem vivido em indesejável pobreza e grande perseguição, enquanto os novos profetas, fazendo tão menos, vivem como nababos? Foi falta de fé dos profetas antigos ou eles não pagavam o dizimo?” e alfineta: “Mas Malafaia é sincero quando chama seus críticos de idiotas. Pela sua justificativa que coloca os contrários à sua tese da vida cristã financeira na vala do pobrismo, ele há de achar que fala com idiotas!”. Danilo ainda conclui: “Não há nada contra ter dinheiro. Trabalhar e prosperar. Contudo, dizer que está evangelizando enquanto se leva a proposta deste cassino celestial onde se aposta 10 para receber 100 é um disparate. Ordenaram-nos levar a boa nova da salvação, batizar, fazer discípulos e enviar”.
Não é a primeira vez que o Pastor Silas Malafaia usa palavras desse tipo para rebater quem o critica, o mesmo já chamou internautas de “safados, bandidos, negos enrolados, invejosos” e outros adjetivos.

Fonte: Gospel+

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Quem foi Diógenes o "Sínico"?

FILOSOFIA

Diógenes foi um filósofo cínico nascido em Sinope. Seu pai era banqueiro e foi acusado, assim como Diógenes, de adulterar moedas públicas. Por essa razão foi encarcerado e Diógenes fugiu para Atenas.
Em Atenas torna-se discípulo de Antístenes, o fundador da Escola Cínica que preconizava o desprezo por bens materiais e conforto pessoal.



Segundo a tradição, Diógenes vivia a perambular pelas ruas na mais completa miséria até que um dia foi aprisionado por piratas para, posteriormente, ser vendido como escravo. Um homem com boa educação chamado Xeníades o comprou. Logo ele pôde constatar a inteligência de seu novo escravo e lhe confiou tanto a gerência de seus bens quanto a educação de seus filhos.
Diógenes levou ao extremo os preceitos cínicos de seu mestre Antístenes. Foi o exemplo vivo que perpetuou a indiferença cínica perante o mundo. Desprezava a opinião pública e parece ter vivido em uma pipa ou barril. Seus únicos bens eram um alforje, um bastão e uma tigela (que simbolizavam o desapego e auto-suficiência perante o mundo), sendo ele conhecido como o filósofo que vivia como um cão.Diógenes é tido como um dos primeiros homens (antecedido por Sócrates com a sua célebre frase "Não sou nem ateniense nem grego, mas sim um cidadão do mundo.") a afirmar, "Sou uma criatura do mundo, e não de um estado ou uma cidade particular", manifestando assim um cosmopolitismo relativamente raro em seu tempo.
Provavelmente, Diógenes foi o mais folclórico dos filósofos. São inúmeras as histórias que se contavam sobre ele já na Antigüidade.
É famosa, por exemplo, a história de que ele saía em plena luz do dia com uma lanterna acesa procurando por homens verdadeiros (ou seja, homens auto-suficientes e virtuosos).
Igualmente famosa é sua história com Alexandre, o Grande, que, ao encontrá-lo, ter-lhe-ia perguntado o que poderia fazer por ele. Acontece que devido à posição em que se encontrava, Alexandre fazia-lhe sombra. Diógenes, então, olhando para o Sol, disse: "Não me tires o que não me podes dar!" (variante: "deixe-me ao meu sol"). Essa resposta impressionou vivamente Alexandre, que, na volta, ouvindo seus oficiais zombarem de Diógenes, disse: "Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes."
Outra história famosa é a de que, tendo sido repreendido por estar se masturbando em público, simplesmente exclamou: "Oh! Mas que pena que não se possa viver apenas esfregando a barriga!"
Outra história ainda é a de que um dia Diógenes foi visto pedindo esmola a uma estátua. Quando lhe perguntaram o motivo de tal conduta ele respondeu "por dois motivos: primeiro é que ela é cega e não me vê, e segundo é que eu me acostumo a não receber algo de alguém e nem depender de alguém."
Vida dos Filosofos em 10 volumes de Diogenes Laercio
"Porque serão as pessoas de Atenas tão pouco generosas? Estão fartas, quase todas, deste excêntrico que dorme em qualquer parte, sob o pretexto de que a terra inteira é a sua casa. Que nunca se deixa impressionar pelos ricos nem pelos poderosos, nem sequer pelos deuses. Que vive com o seu casaco de lã grossa dobrado em dois, sempre o mesmo, tanto no Verão como no Inverno, e o seu alforge, onde enfia toda a comida que apanha. “O Cão”, como lhe chamam, há muito que irrita toda a gente. Os atenienses habituaram-se a vê-lo deambular por todo o lado, sempre descalço, qualquer que seja a estação do ano. Viram-no rolar na areia escaldante nos dias de canícula e, por vezes, no Inverno, espojar-se na neve, para enrijar, “exercitar-se”, como ele diz. As pessoas não sabem exactamente em que se exercita, mas não se habituam muito bem à ideia de dar com ele a urinar em qualquer sítio, e ainda menos a masturbar-se na rua, dizendo que seria bom que a fome também desaparecesse assim tão facilmente.
Será que este solitário hirsuto pretende trazê-los à realidade? A maioria dos atenienses encolhem os ombros. Pensam que Diógenes é um exaltado. Quem ouviu Platão dizer que este excêntrico é um “Sócrates que ficou louco” desconfia das suas extravagâncias. Mesmo assim, há muito que o admiram em segredo. Quando Diógenes se instalou na famosa pipa no Metroôn, muitos pensaram que não sobreviveria. Mas Diógenes sobrevive. Persiste, ano após ano. Ele obriga-se a viver duramente. E, para isso, é preciso coragem! Quando um vadio destruiu a pipa, alguns cidadãos perseguiram o culpado e castigaram-no. Reconstruiu-se, para o asceta tonitruante, um abrigo idêntico, que para ele era suficiente.
O que obriga a respeitá-lo é que Diógenes vive como pensa. Não finge. Eis alguém que é coerente nos gestos e frases. Um filósofo nas acções, não só no discurso. E muito menos um belo espírito que faz sempre o contrário do que diz. No entanto, Diógenes escreveu muito, e sobre temas muito diversos, desde tratados políticos a livros de moral. Mas a sua vida quotidiana fala pelas suas ideias. Quase ninguém leu as suas obras. Mas todos vêem o seu comportamento. Ele ensina pelas acções e pelo exemplo.
É verdade que, frequentemente, choca as pessoas. Porque é o primeiro a praticar este modo de vida denominado “cínico”, justamente por causa dos cães (“kunos”, em grego antigo, significa “cão”). Sem querer imitá-lo, aqueles que se cruzam com ele não estão longe, por vezes, de lhe dar razão. Quando Diógenes se refere a Platão como “falador inexaurível”, muitos atenienses partilham a sua opinião. E, quando ele se proclama a si próprio campeão olímpico na “categoria homens”, há quem concorde em segredo.
Mas os atletas, mesmo os virtuosos, têm de se alimentar. É por isso que Diógenes já se instalou, muito tempo antes do nascer do sol, precisamente no ponto de convergência de duas ruas. É o melhor local para mendigar. Dali, encostado à casa que faz esquina, a sua vista alcança toda a praça do mercado. Todos os atenienses que passam conseguem ouvir a sua voz. E ouvem-no, como de costume. Quer se chamem Platão, quer sejam menos famosos, quer sejam comerciantes, guerreiros, camponeses, escravos, homens ou mulheres, jovens ou velhos. Diógenes, como sempre, está decidido a não poupar os que passam por si. Mendigo sim, adulador não.
Maltrata-os para os abanar, para os acordar. Porque acha que são moles, ou estão atordoados, preocupados com os seus prazeres imediatos, incapazes de verem o essencial: serem homens, viverem livres, alcançarem a felicidade. Sim, é verdade que é um mendigo, ele, filho de um banqueiro, o antigo falsário exilado, o homem vindo de Sinope há já vários anos e que hoje vive nas ruas, como um cão, voluntariamente. Ele pede quando tem, de facto, muita fome e não tem nada para comer. Não tem a menor vergonha. Para ele, tudo é de todos. Quando lhe dão esmola, não lhe dão nada — entregam-lhe o que tanto é dele, como dos outros. É por isso que, para obter comida, Diógenes não se rebaixa perante ninguém. Pelo contrário, insulta os transeuntes o mais que pode.
“Ei tu, sim, tu, o gordo, estás-me a ouvir? Dás-me alguma coisa para comer? Em vez de encheres o bandulho, farias melhor dares-me alguma comida! Olha que tenho fome! E proíbo-te de me deixares assim! Estás a ouvir?” O outro continua o seu caminho sem voltar a cabeça. Então Diógenes reconhece, no meio da multidão, um avarento, que já lhe prometeu algumas moedas várias vezes, sempre para o dia seguinte, e começa a gritar: “Ó meu amigo, é para comer que eu quero o teu dinheiro e não para a minha sepultura! Se demoras tempo de mais, as tuas moedas servirão para me enterrar!” Alguns transeuntes riem-se. Ninguém dá nada. As horas passam. Ninguém atira a Diógenes um só cêntimo. Nem sequer uma côdea de pão ou algumas azeitonas. Fica sozinho, faminto, de mão estendida e com o seu discurso injurioso.
O sol já vai alto e ainda ninguém lhe deu nada. Diógenes não arreda pé. Continua a insultar as pessoas. O filho de uma prostituta atira- lhe uma pedra e ele gritalhe: “Atenção, meu rapaz, podias ter atingido o teu pai!” Um careca é injurioso e ele responde: “Felicito os teus cabelos por terem abandonado essa tua cabeça porca.” Um mercador ameaça-o de punho cerrado, Diógenes replica: “Enganas-te! Quando se estende a mão aos amigos, não se cerram os punhos!”
Provocar Diógenes é quase um passatempo para alguns transeuntes. Sob a violência aparente, procuram réplicas profundas. Um estrangeiro de passagem avança e interpela-o: “Ei, filósofo, sabes o que envelhece mais rapidamente nos humanos?” “A benevolência”, responde Diógenes. “E o que há de mais belo no mundo?” “Falar francamente! E tu és um chato”, acrescenta o cínico, antes de pedir, pela centésima vez, alguma coisa para comer. Um outro jovem toma a palavra. “É verdade, Cão, que vives aqui no exílio? “Estou muito feliz por estar exilado. Foi graças a isso que comecei a filosofar!” “E o que ganhas com a filosofia?” “Pelo menos o seguinte: estar pronto para qualquer eventualidade.” “Disseram-me também que tiveste de sair da tua terra porque tinhas falsificado dinheiro...” “É totalmente verdade”, diz Diógenes. “E também é verdade que, quando eu era muito mais novo, fazia chichi na cama, e agora já não faço.”
“Falsificar moeda” é a frase-chave da vida de Diógenes de Sinope, aliás, o “Cão”, ou ainda o “Cão real”. Ele próprio, ou o pai, ou ambos, passaram por traficantes de dinheiro, em Sinope, a sua cidade natal, e viram-se obrigados a exilar-se, quando o subterfúgio foi descoberto. Porém, Diógenes pensava ter agido bem. Em tempos, consultara o oráculo de Apólo sobre o seu destino. Resposta: falsificar moeda. Ora, o oráculo de Apólo não se iria enganar, todos sabem disso, mesmo aqueles que, como Diógenes, têm uma relação distante com os deuses. Então, onde estaria o erro?
Mais tarde, depois de se tornar filósofo, Diógenes compreendeu. A moeda que tinha de falsificar não era dinheiro! Mas as convenções sociais, os valores, o conjunto das relações sociais. Honras, poderes, riquezas, sabedoria, até mesmo os prazeres, todas as coisas de que os humanos tanto gostam e onde o sábio vê a falsidade que nelas existe, cabendo-lhe a ele fazer ver aos outros essa mesma falsidade. Tudo o que agita a humanidade: desejo, orgulho, receio, infelicidade, alegria — ele dá-se conta que tudo isso são pedras de imitação, peças sem valor, que circulam, passam por importantes, mobilizam e fazem sofrer, mas são apenas vento.
O segredo, o que contém e condiciona tudo o resto, é viver “segundo a natureza”. O ser humano que consegue encontrá-la encontrá- la e segui-la viverá feliz, despojado dos artifícios e dos males que a civilização engendra. Assim, Diógenes exercita- se, sistematicamente, a desfazer-se das convenções da vida social. A seus olhos, não são só engodos ou incómodos. São ciladas. Amizades que se tornam nefastas. Começou a compreendê-lo ao observar um rato. Certa manhã, pouco tempo depois de ter chegado a Atenas, quando dormia numa quinta, interrogava- se como iria viver. Começou a observar um rato e constatou que este animal não se preocupava em ter um tecto nem um trabalho. Era livre de comer o que encontrava no seu caminho e de dormir em qualquer parte e em qualquer altura. Eis o que é viver segundo a natureza: permanecer livre, bastarse a si próprio, não ceder a nenhuma das convenções da civilização.
Para conseguir isto, Diógenes decidiu, de repente, que tinha de seguir uma via abrupta, um caminho escarpado. Nada de meias medidas. Radicalmente. É indispensável desfazer-se das coisas inúteis. E há sempre coisas inúteis, mesmo quando julgamos termo-nos despojado de tudo — por exemplo, Diógenes apenas guardou uma tigela, um pequeno recipiente para beber. No dia em que viu uma criança, na fonte, a beber com as mãos, partiu este último utensílio. Não passava de uma espécie de moeda sem valor, uma falsa utilidade.
Nesta falsificação dos valores comuns, Diógenes vai muito longe. Não se limita à rejeição das honras e ao desprezo do poder. Dirige-se directamente às leis, na Cidade, a qualquer incarnação da autoridade. Desprezando Alexandre, o filósofo proclama-se, sem dúvida pela primeira vez na história, “cidadão do mundo”. Não poupa a religião. Chega a pilhar, nos templos, as oferendas destinadas aos deuses. E, quando uma mulher se prostra para rezar, olhando de soslaio o seu traseiro assim oferecido, o sábio agitado pergunta se ela não tem medo que um deus venha por trás, uma vez que eles estão em toda a parte...
E isto não é tudo. A instrução é posta de lado. A virtude só é apropriada para o sábio. Portanto, não há nada a fazer nem nas artes, nem nas ciências. É inútil até aprender a ler. Inútil casar-se. Inútil ter amigos. Inútil esconder-se para copular. Diógenes não é um homem de compromissos. Nenhuma combinação, nem qualquer aproximação. É um extremista da virtude, um hércules da coerência. Se queremos viver segundo a natureza, é com os animais que temos de aprender. Diógenes preconiza que as mulheres pertencem a todos, que as crianças são de todos, que não se preocupem com o incesto.
Diógenes não está sozinho simplesmente porque o rejeitam, o caluniam ou o condenam. Foi ele quem escolheu o refúgio, a grande solidão da liberdade total. Um dia, à saída do teatro, na altura em que a multidão deixava o hemiciclo, Diógenes pôs-se a caminho para entrar. “Que estás a fazer?” “Aquilo que fiz toda a minha vida!” Diógenes simboliza a existência contra a corrente, tanto com a sua grandeza, como com os seus limites. O seu desprezo pela carneirada, a sua exigência de coerência podem suscitar admiração. Podemos também pensar que tanta ostentação na simplicidade é sinal de um imenso orgulho.
O homem da pipa inventou o refúgio ante a civilização. Esta atitude acompanhará sempre, depois dele, a História ocidental de formas muito diversas, desde os ascetas do princípio do cristianismo até à “beat generation”. Com vantagens: denúncias da hipocrisia, coragem da virtude. E também com perigos: recusa da lei que desumaniza, o sonho da animalidade que desemboca na barbárie. Podemos também retirar daqui apenas a resistência face à adversidade, o desejo tenaz de nunca ser apanhado desprevenido pelo pior. É isto que testemunha o fim da história. Ei-la.
Diógenes encontra-se sempre na rua, de mão estendida. O sol baixa, e a sua mão continua vazia. Mas ele mudou de sítio. No início da tarde, instalou-se em frente a uma estátua, sempre de mão estendida. Permanece à frente da estátua, imóvel, mendigando sempre. “Ei, Diógenes, o que fazes aí?” “Exercito-me a receber recusas.”

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011


AS BEM AVENTURANÇAS DO PREGADOR

Bem-aventurado o pregador que sabe como pregar.
Bem-aventurado o pregador que encurta suas introduções
Bem-aventurado o pregador que modela sua voz, e nunca grita.
Bem-aventurado o pregador que sabe como e quando terminar.
Bem-aventurado o pregador que se inclui entre os ouvintes.
Bem-aventurado o pregador cujos sermões são articulados e lógicos.
Bem-aventurado o pregador cujos sermões constituem uma unidade, têm propósito definido, sendo cada palavra bem pensada e meditada.
Bem-aventurado o pregador que permite sua congregação cantar um hino sem cortar uma só estrofe.
Bem-aventurado o pregador que raramente emprega o pronome eu.
Bem-aventurado o pregador que sabe que foi chamado por Deus.
Bem-aventurado o pregador que conhece e prega a Palavra.
Bem-aventurado o pregador que vive a mensagem que prega.
Bem-aventurado o pregador que é Cristocêntrico.
Bem-aventurado o pregador que sabe da sua necessidade do Espírito Santo.
Bem-aventurado o pregador que, havendo entregue plenamente sua vida a Deus, é inspirado pelo Espírito Santo e ungido pelo Seu poder para alcançar as almas a fim de ganhá-las para Deus, e para educá-las no serviço enquanto são guiados aos pés do Salvador.
“Pregar o Evangelho de Jesus Cristo é o mais alto privilégio e a aventura mais sedutora jamais comissionada ao homem, e ainda o propósito final de toda pregação do Evangelho, é a evangelização – a real conversão para Cristo.”